Segunda-feira , 31 de Outubro DE 2005

Folhos, rendas e espanholas - olé!

Nós, as garotas do cabedal, temos uma missão, um objectivo e um propósito claríssimo na vida: acabar com os folhos, as rendas e as espanholas. E passamos a explicar porquê, não vá alguém alienar-se e desatar aos berros que nós discriminamos.

A verdade é só esta: os folhos são para quem tem mau gosto – curto e duro. Não há nada que bata uma belas e confiáveis calças de cabedal negro, macias e quentes, confortáveis e sempre prontas para qualquer guerra.

Quanto às rendas, deixem-me dizer-vos: a minha avó usava rendas; a minha mãe também, mas já só na combinação, por debaixo das saias. Acham que eu quero sair com a minha avó ou com a minha mãe? Que raio de deboche é esse?

E por fim, as espanholas: como diz o ditado, de Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos (até me espanta o PM deles ter liberalizado o casamento gay – deve ser à conta dos impostos que vão passar a cobrar…).

Pois é, mas como diz a minha amiga Fatinha, desde que uma senhora cheia de salero me pôs os palitos, nem me falem nessa gente. Ainda por cima levou-me o blusão de cabedal branco, alvo como uma virgem – ela nem de signo o era, caramba!

Não fossem as gerberas sobre a relva e até tinha dado dois pinotes à conta dessa história. Mas um dia volto a ela, não agora, que a minha amiga Fatinha está ali a fazer-me sinais e eu, que não entendo.
publicado por yrleathergrl às 02:18
Domingo , 23 de Outubro DE 2005

Cabedal creme e rosa

A princípio eu achava as gerberas umas coisas demasiado farfalhudas para o meu gosto. Mas a minha amiga Fatinha insistiu comigo e, pronto, dei comigo a olhar a sério para as ditas. E acabei por perceber que por baixo daquela exuberância estilo mercado da ribeira ao domingo, havia qualquer coisa de genuíno nas gerberas. Adoptei então a nomenclatura para o clube das Garotas do Cabedal.
Foi mais ou menos por altura da minha mais incrível descoberta: o célebre fato de cabedal creme e rosa escuro. Sei que pode soar piroso, até porque o desencantei em Las Vegas, numa loja que pretendia vender recordações do Elvis a preços astronómicos, ou seja, uma pechincha para os turistas.
Nessa altura fiz como a minha amiga Fatinha, pus-me à frente do cabide que dava um ar entireiçado e foleiro ao fato, a recitar intermináveis “Ommmmmms…”, até que o coreano da loja, muito nervoso, se ofereceu para me fazer um desconto e levar o fato e sair dali, tudo por esta exacta ordem.
É difícil encontrar vestimenta mais extravagante e desconcertante, mas se vissem o bem que fica por cima da pela macia da minha amiga Fatinha, compreenderiam o investimento monetário e emocional que lhe vem anexado.
As cores são as mesmas de um MG descapotável que tive em tempos e de que me tive de desfazer porque, apesar de atrair meninas, senhoras e outras gerberas, tinha uma manutenção caríssima e desconfio que o mecânico me levava couro e cabelo só para se vingar da dor de cotovelo.
publicado por yrleathergrl às 10:44
Quinta-feira , 13 de Outubro DE 2005

a minha amiga Fatinha

A minha amiga Fatinha tem uma curiosa forma de partilhar as suas máximas. Gerberas sobre a relva, disse-me ela certa vez, a seguir a um enorme silêncio. É claro que não fazia a mínima ideia de onde é que aquilo vinha, por isso lancei-me no que me parecia ser o discurso mais adequado, louvando as belas flores do povo farfalhudas e ao mesmo tempo singelas, laranjas claro, tinham de ser, porque gosto mesmo de gerberas laranjas. Fazem-me lembrar os dias singelos a seguir ao 25 de Abril, em que os passeios pelo campo voltaram a estar na moda até para quem odiava formigas e insectos e terra e folhas apodrecidas por todo o lado.
Não era nada disso, pelo menos para a Fatinha. Afinal, o que ela queria dizer e que depois me explicou com toda a clareza, era que as nossas amigas pareciam um ramo de gerberas sobre a relva. Era assim que ela as via. Frágeis e vistosas, um pouco perdidas no mundo. Não posso concordar com ela, mas é assim mesmo, também sou muito menos sensível do que ela às fragilidades humanas. E não acho que as mulheres ou as lésbicas sejam mais frágeis justamente por serem mulheres ou lésbicas. Gosto de pensar em mim como uma guerreira, até mesmo por estar consciente das minhas fragilidades. Mas a Fatinha, com certeza, estava a pensar nos momentos em que as gerberas estão sensíveis e frágeis e mais ou menos abandonadas sobre a relva.
publicado por yrleathergrl às 09:15
Terça-feira , 11 de Outubro DE 2005

O que é que vocês querem?

A minha amiga Fatinha é que tem razão. Essa coisa de encher os blogues de imagens e de música e de citações é trenga. Pois aqui não vão encontrar disso, nem pensar. Vão dar de caras com o que eu vos der, mais nada! E se não gostarem dêem às de Vila Diogo, que para outra coisa não se fizeram.
A minha amiga Fatinha também diz que esta coisa do cabedal e das garotas vai atrair montes de gajos desinteressantes. O que eu também considero verdadeiro e, claro, inevitável. è uma característica inata dos gajos sentirem-se atraídos por coisas que não lhes dizem respeito. Tanto pior. Não lhes vou ligar nenhuma e até vou bloqueá-los a torto e a direito se me chatearem.
Outra coisa que as Garotas do Cabedal têm: são só para lésbicas, ouviram? Não tèm interesse para mais ninguém, nem heteros, nem gajos, nem nada.
A Fatinha, que é uma espécie de guru viva, com a vantagem de não ter bigode nem deixar que as brancas se lhe multipliquenm junto à raiz, de usar desodorizante e não acreditar na cozinha macrobiótica nem nas dietas, também diz que se este espaço for interessante escuso de me preocupar que o universo de encarregará de encher isto como a merda de moscas.
Por isso não esperem grande interacção, porque aqui quem manda sou eu e às vezes lá ouço umas bocas da Fatinha, mas os outros que vão para o raio que os parta que aqui a única coisa que a gente quer saber é quem usa cabedal e é boa como o milho.

Garotas do Cabedal: vamos a isto?
publicado por yrleathergrl às 17:12

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